Dejá vu no Estádio da Luz - Rui Tovar

sexta-feira, 4 de Novembro de 2011

Benfica voltou a desligar mas agora emperrou.

Aquilo que já se lhe apontara frente ao Olhanense - entrada de leão (honni soit...) e saída de cordeiro - voltou o Benfica a dar mostras, agora na recepção ao Basileia para a Champions League. Mas se frente aos algarvios, apesar da mudança de atitude, foi ainda possível garantir o triunfo, desta vez a quebra teve custos, com a cedência de um empate (1-1), que adia a questão do apuramento.

Como tem acontecido nos últimos jogos, o Benfica entrou a todo o gás e, em cinco minutos, tinha posto a cabeça em água ao guardião Sommer e seus parceiros. Rodrigo, que cada vez mais se assume como o sucessor de Cardozo, foi um dos mais inquietos no ataque encarnado, pertencendo-lhe o golo madrugador, um grande golo por sinal, e outro lance que causou arrepios.

A toada ofensiva continuou por mais algum tempo, por força do perfume de Aimar e do pulmão de Witsel - para lá do empenho de Rodrigo, claro - mas cedo se desvaneceu. O mago argentino decaiu de produção, no que seria acompanhado pelos dois flanqueadores, B.César e Gaitán, ambos bem longe do que já lhes vimos fazer esta época. O Basileia agradeceu este corte de energia e tomou o comando do jogo, se bem que sem nunca fazer grande mossa junto da baliza de Artur.

No 2º tempo, o Benfica voltou a dar a ideia de querer retomar as rédeas da partida, mas a quebra já referida de alguns intérpretes e, sobretudo, a menor consistência a meio ditada pela ausência de J.Garcia, que Matic não consegue compensar, determinou novo curto-circuito dos homens da Luz, a que a tenaz réplica dos suíços também não foi alheia.

Huggel e Chipperfield foram figuras em evidência, a par do perigoso Shaqiri, que, na luta com o neófito Luis Martins, saiu naturalmente a ganhar. Mas se o jovem lançado por Jesus sentiu enormes dificuldades, a verdade é que não comprometeu, o mesmo não se podendo dizer de Maxi, que se situou largos furos abaixo dos seus companheiros de sector. Além de muito faltoso, foi pelo seu corredor que Chipperfield construiu o lance que Huggel transformou no empate.

A modorra exibicional em que o Benfica mergulhara não se alteraria com as substituições operadas, já que quer Cardozo, quer Nolito (Saviola ficou no banco), para não falar de Miguel Vítor, qualquer deles nada trouxe de positivo. A lentidão de um e a desarticulação de outro contribuiram também para a manutenção de um estado de espírito estranhamente abúlico. Falta dos berros orientadores de Jorge Jesus?

O Benfica, que é notoriamente superior aos suíços, falhou, assim, uma excelente oportunidade para selar já a qualificação. Neste jogo, porém, o Basileia fez jus ao empate, aproveitando-se da quebra dos encarnados, que começam a exagerar nestes exercícios de transfiguração: de começos arrasadores a inexplicáveis e penosos finais.


sapo.pt



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