Fergusson, os primeiros 7 anos - Luís Freitas Lobo

quarta-feira, 9 de Novembro de 2011

A história dos primeiros anos de Ferguson em Old Trafford, quando muitos chegaram a pedir a sua demissão.. Quando chegou a Manchester em 86, Beckham tinha 11 anos, Cantona era um rebelde de 19 e as Spice Girls andavam na escola primária. Ao longo de 25 anos, formou grandes equipas, mas o primeiro titulo só surgiria sete épocas depois. Esta é .

(Este texto foi escrito em 2004)

Na história do futebol, há clubes que, independentemente da situação por que passam, transportam sempre consigo uma aura de misticismo e sedução que, sublimemente, os eleva à categoria de eternas lendas do jogo do século. O Manchester United é um desses casos de eleição divina. Mais do que um simples clube de futebol, uma forma de estar na vida. Os tempos, porém, mudam.
Recordar hoje os anos 50 é relembrar um tempo e uma época que, no presente, já não existe mais. É talvez devido e essa fria realidade, filtrada pelo estranho e desumano tempo que vivemos, que os adeptos do divino Manchester United, ao olhar a estátua de Matt Busby que dia e noite guarda as paredes de Old Trafford, sentem um profundo arrepio que lhes percorre o corpo todo. Que saudades do velho sábio falecido em 20 Janeiro de 1994, quando ainda era a consciência viva do clube. Ainda hoje os seus velhos ensinamentos seriam actuais: “Dinheiro no banco não significa nada para uma equipa de futebol. Esse dinheiro deve estar é sempre no relvado, vestindo uma camisola vermelha, onde os adeptos que amam a equipa e a consideram uma parte das suas vidas o possam ver.”
Tornou-se presidente do United em 1946, após recusar uma proposta do Liverpool, o rival que mora a apenas 54 quilómetros. A sua primeira grande equipa começara, porém, a ser construída durante a segunda grande guerra mundial. O primeiro titulo surgira em 1952 com uma equipa de veteranos, mas a sua sobrenatural obra começaria na época de em 56/57, quando decide apostar em jovens jogadores. Ninguém pode interpretar e sentir a história do Manchester Uited sem recordar esse fabuloso onze e o homem que a partir de 1958, após um brutal acidente de aviação que roubou a vida a oito dos seus “babes”, o fez “renascer das cinzas”.
Era um team de sonho: Gregg, bravo guarda redes, Jeff Bench, lateral esquerdo, Johny Berry, matreiro médio ala, Blanchflower, defesa exemplar, Roger Byrne, capitão da selecção, Coleman, exímio driblador, Jones, muito duro, Morgans, o único galês do onze, Pegg, talentoso esquerdino, Taylor, avançado centro da selecção inglesa, Scalon, defesa direito, Bobby Charlton, o young boy do grupo, Viollet, goleador das horas difíceis, Whelan, driblador irlandês, e, por cima de todos, numa aura imortal, o príncipe Duncan Edwards, para Busby, muito simplesmente “o melhor jogador de futebol que alguma vez vira actuar”.
Os insondáveis desígnios do destino quiseram que, entre os sobreviventes da tragédia de Munique, estivessem Sir Matt e Bobby Charlton. Com ele, junto com um “little boy” de Belfast chamado Best, um escocês baixinho chamado Law, o guarda-redes Stepeney, comprado ao Chelsea em 1966, e, entre outros, Crowter, oferecido pelo Aston Villa como prova de solidariedade, fez a grande equipa que em 68 conquistou, diante do Benfica de Eusébio, a primeira Taça dos Campeões do clube. No final, feliz, realizado, Sir Matt cantava “What Wonderful World”

A RECORDAÇÃO DOS PRIMEIROS SETE ÉPOCAS DE ALEX FERGUSON EM OLD TRAFFORD, ANTES DAS GRANDES CONQUISTAS...

Novembro de 1986: Ferguson chega a Old Trafford...
Com esta épica conquista, Sir Matt escrevia a mais gloriosa página da sua obra em Manchester. Extintos os ecos dessa histórica vitória, os anos foram passando e, com o passar do tempo, novas gerações se sucederam. As vitórias, em surdina, começaram, porém, a afastara-se de Old Trafford.

Avancemos vinte anos, para o ano de 1986. Os diabos vermelhos não conquistavam o titulo desde 1967, ainda sob a orientação de Busby, o grande manager que reerguera o clube das cinzas após o desastre de Munique e manteve-se sempre a sua consciência critica durante décadas, mas que desde 1969 trocara o banco pelos gabinetes. Depois, com o avançar da idade, afastara-se, cada vez mais, dos grandes centros de decisão. Seguiram-lhe, no papel de coach, Wilf McGuiness, Frank O´Farrel, Tommy Docherty, Dave Sexton e Ron Atkinson, mas nenhum lograra devolver a glória a Manchester, chegando mesmo o clube a descer de divisão, em 73/74, num trágico derby com o Manchester City, resolvido com um golo de calcanhar marcado por uma sua antiga glória, Denis Law, então a jogar no visceral rival.

A época de 86/87 ameaçava nova catástrofe desportiva. Em treze jogos, o Manchester United tinha apenas ganho três, empatado quatro e perdido seis, ocupando o 19º lugar da classificação. Após a goleada sofrida em Southampton, 4-1, para a Taça da Liga, a saída de Atkinson tornou-se inevitável. Ainda aconselhado pelas sábias palavras de Sir Busby, o Mancheter decidiu então apostar num young coach que, desde há algumas épocas, vinha fazendo milagres com um modesto clube escocês, o Aberdeen, e que entretanto se tornara seleccionador interino da Escócia após a morte de Stein.

Estávamos em Novembro de 1986 e o céu nublado era a moldura perfeita para os dias cinzentos que se viviam dentro do Manchester United. Nessa altura, David Beckham tinha apenas 11 anos e Eric Cantona, perto dos 20, era ainda um rebelde promessa do Auxerre. Ao longo de 19 anos, desde Brian McClair, em 1987, até Wayne Rooney, em 2004, a 61ª contratação durante o seu reinado, Alex Ferguson formou, em Old Trafford, sucessivas grandes equipas de futebol, mas os primeiros anos da construção do que é hoje o império do Manchester United não foram fáceis e o titulo de campeão inglês só surgiria sete épocas após a sua chegada. Esta é a história dos seus primeiros anos em Old Traford, onde muitos chegaram a pedir a sua demissão, até ao dia em que, por si criado, explodiu o spice boy que iria dar o toque de glamour imortal á sua era no Teatro dos sonhos...

Trazendo na bagagem os ensinamentos do seu grande mestre Jock Stein, o senhor futebol escocês, o então ainda jovem técnico Alex Ferguson, chegou a Old Trafford, aos 44 anos, com a aura vitoriosa de, na Escócia, ter transformado um historicamente modesto Aberdeen numa equipa temível, capaz de derrubar os monstros de Glasgow, Celtic e Rangers, para, depois, rasgando fronteiras, conquistar a Taça das Taças, em 82/83, batendo na final o grande Real Madrid.

Era um onze tipicamente britânico, algo rude até nos princípios de jogo, feito de bolas longas e muito combate, do qual a memória retêm os nomes de Rougvie e Miller, na defesa, o endiabrado Starchan, no meio campo, o perigoso McGhee, mo ataque, e, na baliza, Leighton, o guarda redes que usava lentes de contacto.
Oxford: o primeiro jogo. Brian McClair, a primeira contratação
No seu primeiro jogo no comando do Manchester United, contra o Oxford, fora, Ferguson alinhou o seguinte onze: Turner; Duxbury, Albinston, McGrath, Moran; Hogg, Blackmore, Davenport; Moses, Stapleton e Barnes. Incapaz de impor o seu jogo, perdeu, sem contestação, por 2-0. Era uma equipa que não entusiasmava ninguém. Tirando o experiente avançado irlandês Stapleton, os rasgos de Strachan, que Ferguson já treinara no Aberdeen, e alguns zigzags de Moses no ataque, o resto do grupo, apear de esforçado, não tinha grande nível futebolístico.
Findo esses primeiros longos noventa minutos, Ferguson logo percebeu a dureza da missão que seria devolver Manchester ao trilho das grandes vitórias. Sem fazer grandes alterações, acabaria por terminar essa sua primeira época em Old Traford, num tranquilo 11º lugar, evitando a descida de divisão. Na sua mente, ao mesmo tempo, já se formara, no entanto, a estratégia para reforçar a equipa. Entre as prioridades, estava a necessidade de dar-lhe maior peso físico nas acções defensivas e qualidade técnica nas ofensivas.

Assim, as primeiras contratações, naquela que seria a sua primeira época inteira á frente do Manchester United, com possibilidade de fazer a sua prória equipa, seriam o avançado escocês Brian McClair, contratado ao Celtic para substituir Stapleton que entretanto se transferira para o Ajax, Viv Anderson, vindo do Arsenal, e o possante central Steve Bruce, adquirido ao Norwich perante as criticas dos adeptos que o consideravam demasiado pesado e sem categoria para jogar no Manchester United. Impulsionado pelas ordens de Ferguson, o onze ganhou como que uma nova vida em campo e colocou-se, toda a época, ao topo da classificação, terminando em segundo lugar, a nove pontos do campeão Liverpool. Old Trafford voltara a vibrar com a sua equipa de futebol e o caminho para as grandes conquistas parecia estar descoberto. Pura ilusão. Apesar das boas indicações dessa época de estreia, ainda faltava muito para abalar o domínio doe monstros como o Liverpool ou o Arsenal, ambos estruturalmente mais sólidos. Nesse cenário, não foi muito estranho que, nos anos seguintes, as nuvens cinzentas voltassem a rodear o universo de Old Trafford. Sem receios, Ferguson continuou a apostar no reforço da equipa em pontos chave, indo buscar a Aberdeen o guarda redes da sua confiança, Leighton, enquanto, para o ataque, decidiu apostar num jovem do Torquay, Lee Sharpe, e no galês vagabundo Hughes que por essa altura atravessava uma depressão em Barcelona. A contratação mais cara seria, porém, a de Donaghy, defesa do Luton, mas que em Manchester nunca atingiria o nível ambicionado, pelo que, na época seguinte, para compor uma forte dupla de centrais e fazer companhia ao Steve Bruce, que calara todas as criticas e se confirmara com patrão do sector defensivo, Ferguson foi buscar o jovem Gary Pallister ao Middlesborough. Do Norwich, para substituir Strachan que rumara ao Leeds, chegou o médio de combate Phelan e, confirmando a fama de Ferguson para descobrir excelentes reforços a baixo preço, foram contratados Niel Webb, ao Nottinhghm Forest, o veloz avançado Wallace, ao Southampton, e um médio que apesar de pouco corpulento jogava sempre de dentes cerrados mas em quem poucos acreditavam ir em breve tornar-se num pilar da selecção inglesa: Paul Ince, adquirido ao West Ham. O 11º lugar em 88/89 e o 13º em 89/90 lançariam, no entanto, a contestação ás opções de Ferguson.

Após as promessas do primeiro ano, a equipa voltava a não exibir um fio de jogo definido, as fracas exibições sucediam-se, muitos começaram a apontar o dedo ao aprendiz de Stein, e um dia, ao entrar em campo, deparou-se com um enorme cartaz onde se lia: “Três anos de desculpas, Adeus Fergie!” A conquista da Taça de Inglaterra, poucos dias depois, frente ao Crystal Palace (1-0, no jogo de repetição), atenuaria a contestação. Após cinco anos de tristezas, os diabos vermelhos renasciam em Wembley. Num ápice, Ferguson voltava a respirar...
Robson, Cantona e o titulo, vinte e seis anos depois.

Em 1993, 26 anos depois do ultimo titulo de Busby, o Manchester reconquista, por fim, sob o comando de Ferguson, a Liga inglesa. Era, ainda, um onze tipicamente britânico, decorado por uma locomotiva russa, Kanchelskis, e por um enfant terrible francês, Cantona...

Apesar das constantes criticas, Alex Ferguson sabia que estava no caminho certo para construir uma grande equipa de futebol, capaz de interpretar um ideal de jogo ofensivo e espectacular. Como grande motor deste seu primeiro ciclo em Manchester, emergiu o destemido capitão Brian Robson, que fora contratado ainda por Atkinson, em 1981, ao West Bromwich.

Para além da sua atitude competitiva, Robson era um grande capitão, carisma de líder em campo e no balneário. Depois, era um jogador tecnicamente dotado, inteligente e com grande visão de jogo. Estávamos ainda longe da Europa sem fronteiras da Lei-Bosman, e as contratações tinham, sobretudo, de cingir-se ao mercado britânico. Para além disso, havia pouca tradição de jogadores estrangeiros no futebol inglês.

Consciente que um grande clube tinha de ter bases sólidas, com as competências bem distribuídas, Ferguson, utilizando os poderes abrangentes de que dispõe um manager em Inglaterra, restruturou o Manchester United a todos os níveis. Contratou para seu adjunto O astuto Brian Kidd, reformulou o departamento médico e o sector da preparação física, e revitalizou o departamento de formação, encorajando Eric Harrison a desenvolver um vasto projecto de prospecção de talentos por todo o país. Aos poucos, muitos voltaram a falar nas belas equipas jovens do Manchester United. Como grande contratação de 1990, destaca-se o lateral Denis Irwin, vindo do Oldham. Apesar de nova fraca campanha na Liga (6º lugar), Old Trafford voltara, no entanto, a viver as emoções da grandes noites europeias, numa aventura culminada, em Roterdão, com a conquista da Taça das Taças. Dois golos, um de Steve Bruce, num típico cabeceamento em força, e outro através de um lance de génio de Hughes, bateram o poderoso Barcelona de Cruyff. O onze desse histórico triunfo foi: Sealey; Irwin, Bruce, Pallister, Blackmore; Phelan, Robson, Ince, McClair, Sharpe e Hughes. Em cinco anos, Ferguson conquistara a Taça de Inglaterra e a Taça das Taças, mas o grande objectivo, aquele porque todos suspiravam, a Liga inglesa, continuava por atingir. Partindo para a época de 91/92 com essa firme intenção, apostou no russo Kanchelskis para dar mais força ao ataque, enquanto que, para a baliza, descobriu na Dinamarca, no Brondby, um guarda redes que em breve se tornaria, talvez, no melhor do mundo: Schmeichel. O onze luta pelo titulo até ao fim, terminando em segundo, a quatro pontos do Leeds, que só na recta final alcançara o primeiro lugar graças a uma reforço francês que fez a diferença: Eric Cantona... Embora, na altura, não tivesse provocado grande impacto, a época de 91/92 ficaria, porém, marcada, a letras de ouro, na história do Manchester United, pela conquista da F.A.Youth Cup, fruto da excelente política de formação lançada por Ferguson e de um sedutor onze congeminado por Eric Harrison, onde moravam os talentosos young boys que, na década seguinte, iria, junto de outros guerreiros, escrever a gloriosa ascensão do Manchester United até ao topo do futebol europeu: Beckham, Giggs, Butt, Scholes e os irmãos Neville. Todos na casa dos 18/19 anos. Chamaram-lhe os Fergie Babes.

A perda do titulo para o Leeds, na recta final do campeonato, causara, no entanto, enorme frustração a Ferguson e a contestação voltava a surgir. Apesar do bom futebol exibido, sentia-se que faltava um toque de qualidade ao onze. O momento decisivo para dar esse passo surgiu, como conta Ferguson no seu livro Managing My Life, durante uma conversa telefónica com Howard Wilkinson, treinador do Leeds, ouve o mais intrigante dos desabafos vindo do seu colega rival de Ellan Road, quando este afirma estar disposto a ceder Cantona devido ao seu complicado temperamento. Ferguson fica incrédulo, acerta logo o preço da transferência e não hesita em trazer para Manchester o enfant terrible francês que iria revolucionar Old Trafford. Guiado pelo seu carácter, o Manchester United reconquista, por fim, em 92/93, 26 anos depois do último titulo de Busby, em 1967, o titulo de campeão inglês, e, por toda a Inglaterra, surge uma nova teoria sobre a importância do ano de 1966 para o futebol inglês: foi o ano em que...nasceu Cantona!
O onze tipo dessa histórica época foi: Schmeichel; Parker, Bruce, Pallister, Irwin; Ince, Robson, Kanchelskis e McClair; Cantona e Hughes. Na época seguinte, em 1993, chega um trinco disposto a marcar uma época: Roy Keane, contratado ao Nottinhgham Forest por uma quantia que então se disse irrisória...

Os «Fergie Babes»
No entretanto, ao poucos, os Fergie Babes foram chegando á equipa principal. Ao longo das épocas, eles seriam como que o toque mágico que daria dimensão lendária ao império futebolístico construído por Ferguson em Manchester.
O primeiro a chegar aos grandes palcos, saindo das escolas para a titularidade no onze principal, foi o extremo galês Ryan Giggs, corria a época de 91/92. David Beckham, Paul Scholes, Nicky Butt e os irmãos Neville, Paul e Gary, iriam fixar-se no onze principal a partir de 95/96. Saído da Academia de Old Traford, um quarteto de classe com idade inferior a 21 anos, iria, num ápice, fazer esquecer as saídas dos velhos consagrados Brian Robson, Mark Hughes, Paul Ince e Andrei Kanchelskis.
A eclosão da Lei Bosman, no final de 1995, iria alterar, radicalmente, com o passar dos anos, a política de recrutamento do clube, á semelhança do que acontecia em todos os outros pontos da Europa. Era o nascer das equipas multinacionais. Assim, aproveitando o fim do limite de estrangeiros, Ferguson passa também a olhar para o mercado além fronteiras, para lá da mancha, e contrata, na época seguinte, o defesa norueguês Jonhasen, o guarda redes holandês Van der Gouw, e os avançados Solskjaer, ponta de lança norueguês, Poborsky, extremo direito checo e Jordy Cruyff jovem talento holandês (por influência do pai Johan que falara com Ferguson sobre o filho que estava deprimido, sem jogar, em Barcelona).

Ao mesmo tempo, o defesa muralha Steve Bruce, na fase descendente da carreira, sai para o Birmingham, mas o grande golpe no projecto surge no ano seguinte, em 1997, quando, com os olhos escurecidos pela tristeza de não ser convocado para o Mundial-98, Eric Cantona decide coloca ponto final na carreira, por, disse, “já no se sentir feliz e realizado dentro de um relvado de futebol”. É o inicio da segunda fase do projecto Ferguson em Manchester e o inicio da lenda de David Beckham, o jogador que mais paixões despertaria em toda a história do futebol inglês e que, nos relvados, se apresentaria ao grande público, no jogo inaugural da Premier League 96/97, marcando, ao Wimbledon, um fabuloso golo com um sobrenatural remate do meio campo.

Nas épocas seguintes, iriam suceder-se os grandes jogadores, as grandes equipas e as grandes conquistas. Hoje, o Manchester United, mais do que um simples clube de futebol é uma das maiores empresas do mundo. Uma verdadeira máquina de fazer dinheiro, mesmo sem fazer rolar a bola. Perdidas nas brumas do tempo, ficaram as memórias dos primeiros tempos sombrios de Ferguson.
Numa hora em que a chamada geração-Beckham se extingue (da qual, para além de Butt, transferido em 2004 para o Newcastle, já não faz parte o seu ícone máximo, agora idolatrado em Madrid) e o clube atravessa um difícil período de transição geracional que o afasta da luta pelas grandes conquistas, oscilando as exibições em campo, distante dos tempos de glória, Ferguson sente como que uma incontrolavel necessidade de regressar ás raízes. É quase impossivel, mas a simples observação do trajecto encetado ao logo destes 20 anos, de 1986 a 2006, é uma das mais sublimes lições do futebol moderno...

1987-2004:TODAS AS CONTRATAÇÕES DE FERGUSON EM MANCHESTER
1987 Bian McClair (ex-Celtic) Viv Anderson (ex-Arsenal) Steve Bruce (ex-Norwich)
1988 Lee Sharpe (ex-Torquay) Jim Leighton (exAberdeen) Mark Hughes (ex-Barcelona) Mal Donaghy (exLuton) Ralph Milne (ex-Bristol) Guiliano Maiorana (ex-Histon)
1989 Mike Phelan (ex-Norwich) Neil Webb (ex-Nottingham Forest) Brian Carey (ex-Cork) Gary Pallister (ex-Middlesborough) Danny Wallace (ex-Southampton) Paul Ince (ex-West Ham)
1990 Les Sealey 8ex-Luton) Denis Irwin (ex-Oldham) Neil Whitworth (ex-Wigan) Primeiro contrato de Giggs
1991 Andrei Kanchelskis (ex-Shaktar Dontesk) Peter Schmeichel (ex-Brondby) Paul Parker (ex-Queens Park Rangers) Primeiro contrato de Beckham, Scholes e Butt
1992 Dion Dublin (ex-Cambridge) Pat McGibbon (ex-Portadown) Eric Cantona (ex-Leeds) 1993 Roy Keane (exNottingham Forest) Primeiro contrato de Phil Neville
1994 David May (ex-Blackburn Rovers) Graeme Tomlison (ex-Bradford)
1995 Andy Cole (ex-Newcastle) Nick Culkin (ex-York City)
1996 Van der Gouw (ex-Vitesse) Ronny Johnsen (ex-Besiktas) Ole Gunnar Solskjaer (ex-Molde) Karel Poborosky (ex-Slavia de Praga) Jordi Cruyff (exBarcelona)
1997 Teddy Sheringham (exTottenham) Eric Nevland (ex-Viking Stavanger) Henning Berg (ex-Blackburn Rovers)
1998 Jonathan Greening (ex-York City) Jaap Stam (ex-PSV) Jesper Blomqvist (ex-Parma) Dwight Yorke (ex-Aston Villa)
1999 Mark Bosnich (ex-Aston Villa) Quentin Fortune (ex-At.Madrid) Massimo Taibi (ex-Venezia) Mikael Silvestre (ex-Inter)
2000 Fabien Barthez (ex-Monaco)
2001 Van Nistelrooy (ex- PSV) Veron (ex- Lazio) Roy Carrol (ex- Wigan)
2002 Diego Forlan (ex- Independiente) Rio Ferdinand (ex- Leeds) Ricardo (ex- Valladolid)
2003 David Bellion (ex- Sunderland) Floribert Ngalula (ex-Anderlecht) Djemba-Djemba (ex- Nantes) Cristiano Ronaldo (ex- Sporting) Kleberson (ex-Atletico Paranaense) Tim Howard (exMetro Stars)
2004 Louis Saha (ex Fulham) Fangzhuo Dong (ex-Dalien Shide) Alan Smith (ex-Leeds) Gabriel Heinze (ex-Paris St.Germain) Wayne Rooney (ex-Everton)


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