Braga assume liderança - Rui Tovar
Terça-feira, 27 de Março de 2012
Os empates de Benfica e FC Porto já faziam admitir a mudança no topo, mas faltava a confirmação bracarense. E ela chegou mesmo, sob a forma de um sóbrio 2-1 com muitas intermitências a acompanhar, ou não se tratasse de assunto sério a justificar ansiedade e muitos nervos. Por pouco, não ficou a classificação tal qual estava antes do arranque da ronda.
Começou melhor a Académica, a mostrar-se mais de início, não que criasse grande perigo para o guardião Quim, mas a revelar-se mais disponível, digamos assim, por força do seu miolo, onde Adrien é figura de referência. Não se deixou subjugar o Braga, que, naqueles terrenos, conta também com um trio de respeito, mas o caudal atacante que dele habitualmente se desprende não estava à vista com a exuberância do costume e assim se manteve durante os primeiros 25 minutos.
Foi nessa altura, porém, que a máquina do Minho, como que emperrada até aí, finalmente engrenou, entrando a laborar em pleno. As ocasiões começaram a surgir e se Flávio ainda impediu, sobre o risco, um golo certo, ele e demais parceiros foram impotentes para evitar o que se verificou depois: dois grandes golos, com evidência para Mossoró, autor do primeiro e da assistência para o segundo (Lima). Era o regresso às lides do velho Braga.
O início do 2º tempo ainda mostrou um Braga aplicado e com ideias de querer colocar um ponto final no assunto. Custódio e H.Viana protagonizaram lances de perigo, mas a esse crescendo respondeu P.Emanuel com as entradas de David Simão e Saulo, facto que lhe permitiu o reforço ofensivo e o consequente "regresso" ao jogo, ideia essa que mais se consolidou após o golaço de D.Simão.
Numa tentativa de suster o atrevimento contrário, Leonardo Jardim apostou então em Djamal e Ukra, mas com a saída de Mossoró a dinâmica bracarense nunca mais foi a mesma. A equipa recuou demasiado no terreno e permitiu um verdadeiro assalto da Académica, que esteve, por várias vezes, à beira do empate. Um remate ao poste de Diogo Melo ficou como a ocasião mais flagrante.
O que mais impressionou neste período - curto período, é verdade, mas que existiu - foi a incapacidade do Braga em sair com a bola controlada e tentar o contra-golpe de forma organizada. Foi um salve-se quem puder que não é habitual na equipa. Mas apesar da "tremideira" e de um início menos convincente, o Braga, por aquilo que subscreveu em termos globais, justificou o triunfo.
sapo.pt
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