Estamos ou não com a seleção? - Paulo M. Guerrinha
Sexta-feira, 22 de Junho de 2012
Esta é a pergunta que Paulo Bento tem de ver respondida. Não porque a tenha pedido mas porque os portugueses merecem estar cientes que aquela “boca” dos portugueses que iriam apoiar a República Checa se destinava a um ou outro crítico do selecionador e não ao povo português.
Os adeptos são difíceis, é raro vê-los nestas andanças das competições internacionais e, como é óbvio, começam a mostrar-se mais quando as vitórias surgem.
Por isso convém que Paulo Bento saiba também ele distinguir entre os seus críticos e os adeptos.
A seleção está a jogar como há muito não se via e agora falta dar o toque final, o adocicar dos adeptos a celebrarem as vitórias e a estar também com a equipa nas derrotas (quando, apesar do esforço, a derrota é inevitável).
Mas não é isso que temos ainda. A FPF precisa de adotar uma política de proximidade com os adeptos. É óbvio que os jogadores precisam de ser resguardados, principalmente em momentos chave, mas há espaço para o tal carinho que os adeptos pedem. O aceno, um sorriso um ou outro autógrafo.
Mas é impossível dizer que os portugueses não estão ao lado da seleção. Nas vitórias, pelo menos, as bandeiras e cachecóis já saíram à rua.
Já só falta sacudir a traça do orgulho e exibi-lo. Porque a partir de agora esta seleção de Paulo Bento já é, pelo menos, uma das quatro melhores da Europa.
sapo.pt
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